
Ampliando a conservação da natureza brasileira.
Ampliando a conservação da natureza brasileira.
Ciclo 2021-2025

Ampliando a conservação da natureza brasileira.
Entre 2021 e 2025, a crise climática e a crise da biodiversidade ganharam ainda mais centralidade nas decisões econômicas, políticas e sociais, enquanto o Brasil avançou na retomada de agendas estratégicas para conservação da natureza.
Por entender que a estabilidade do clima e da biodiversidade estão profundamente interligadas à natureza, a Conservação Internacional (CI-Brasil) promove Soluções Baseadas na Natureza (SBN) capazes de gerar benefícios sociais, econômicos e ambientais de forma integrada e duradoura. A organização trabalha para a proteção, manejo sustentável e restauração de ecossistemas críticos, combinando ciência, apoio a políticas públicas, mecanismos de financiamento, implementação em campo e parcerias.
O ciclo de 2021 a 2025 da CI-Brasil conciliou o conhecimento técnico-científico e os saberes tradicionais à ampliação de sua escala de atuação nos territórios, fortalecendo sua presença, influência e capacidade de articulação para impulsionar o alcance de metas nacionais e globais do Brasil, como as assumidas no Acordo de Paris e no Marco Global de Biodiversidade.
O período também marcou os 35 anos de atuação da organização no país com a campanha Conservar é Nossa Arte em parceria com o artista Gilberto Gil e a realização da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30) em Belém, no Pará.
O Relatório 2021-2025 resume os principais resultados dessa trajetória, destacando seus acertos e consodilando aprendizados para o amadurecimento estratégico e institucional da CI-Brasil para o ciclo de 2026 a 2030.


milhões protegidos
milhões sob manejo sustentável
mil em restauração
durante o período, reforçando que a Soluções Baseadas na Natureza geram benefícios diretos para quem depende de ecossistemas conservados para subsistência, identidade cultural e qualidade de vida
A Amazônia concentrou 49% da área alcançada, seguida pelos ecossistemas costeiros e marinhos, com 48%.
Cerrado e Mata Atlântica, juntos, representaram 2,5% da área total.


Os números refletem uma atuação integrada para conservação da natureza brasileira em diferentes contextos e ecossistemas, estruturada em cinco agendas complementares. Juntas, elas conectam proteção de ecossistemas, manejo sustentável e restauração de paisagens em uma mesma estratégia.
A organização ainda conta com o apoio transversal do Laboratório de Inovação em Ciências para Conservação (LabICCon), diretoria que integra dados, conhecimento científico, saberes tradicionais e inovação para desenvolver soluções que potencializam os resultados para a natureza.

Ao longo do ciclo, a CI-Brasil trabalhou para consolidar a restauração como uma agenda capaz de conectar territórios, políticas públicas e capital. Entre os avanços estão a estruturação da primeira concessão florestal voltada à restauração do país, o fortalecimento da cadeia da restauração e o lançamento do Restaura Biomas, iniciativa voltada à recuperação da vegetação nativa em escala nacional. A agenda também incorporou novos instrumentos tecnológicos, como a CIERA — Assistente de Restauração de Ecossistemas da Conservação Internacional, que utiliza inteligência artificial e dados geoespaciais para apoiar a identificação de áreas prioritárias para restauração.
mil hectares em processo de restauração
milhões de mudas nativas plantadas
viveiros apoiados
mil postos de trabalho criados

A atuação da CI-Brasil combinou apoio técnico a governos, inteligência territorial, fortalecimento institucional e mobilização de recursos públicos e privados. Um dos principais exemplos foi o Projeto Paisagens Sustentáveis da Amazônia (ASL Brasil), que integrou políticas públicas, governança ambiental e implementação em campo e gerou resultados transversais para diferentes programas da organização. Essa articulação contribuiu para fortalecer instrumentos capazes de levar conservação, manejo sustentável e restauração a uma escala maior e associar Soluções Baseadas na Natureza às agendas de mitigação e adaptação.
milhões mobilizados para financimento climático
mil Termos de Compromisso Ambiental firmados
mil Cadastros Ambientais Analisados
Unidades de Conservação fortalecidas

Entre os avanços do ciclo estão o apoio ao ProManguezal, a criação das primeiras Reservas Nacionais de Surf, o fortalecimento da Aliança Futuri para o Turismo Regenerativo e o desenvolvimento de iniciativas relacionadas a carbono azul e infraestrutura verde e cinza. Essas experiências também colocam comunidades costeiras no centro da gestão e do uso sustentável dos recursos naturais, conectando conservação, geração de renda e desenvolvimento territorial.
milhões de hectares marinhos e costeiros protegidos
milhões de toneladas de dióxido de carbono estocadas
mil pessoas beneficiadas
milhões para Unidades de Conservação Marinhas e Costeiras

Produção agropecuária, conservação e restauração acontecem nas mesmas paisagens. Aproximar essas agendas foi uma das frentes de atuação da CI-Brasil, reunindo produtores rurais, governos, instituições de pesquisa, empresas e financiadores em torno de práticas de baixa emissão de carbono, regularização ambiental e recuperação da vegetação nativa. O ciclo também marcou o avanço da organização na conexão entre conservação e mecanismos financeiros. Na parceria com o BTG Pactual Timberland Investment Group (TIG), por exemplo, a CI-Brasil atua como conselheira de impacto do The Reforestation Fund, contribuindo com critérios de integridade socioambiental, monitoramento da biodiversidade e avaliação das ações de restauração.
mil hectares com agricultura de baixo carbono
milhões de toneladas de emissões de dióxido de carbono evitadas
imóveis rurais impactados
Unidades de Referência Tecnológica apoiadas

Ao longo do ciclo, a CI-Brasil desenvolveu instrumentos de gestão, governança e financiamento que ampliaram a participação direta das organizações indígenas na elaboração e execução de suas próprias iniciativas. Ciência, tecnologia e conhecimentos tradicionais também passaram a se conectar em ações de monitoramento territorial, fortalecimento organizacional, conservação da biodiversidade e adaptação às mudanças climáticas. A perspectiva de gênero também foi incorporada de forma transversal, reconhecendo o papel das mulheres indígenas na governança comunitária, na manutenção da cultura e na construção de soluções para os territórios.
milhões de hectares protegidos em Terras Indígenas
milhões de toneladas de dióxido de carbono estocadas
mil pessoas beneficiadas
povos indígenas envolvidos

O último ano do ciclo 2021–2025 reuniu marcos importantes da trajetória da Conservação Internacional no Brasil. Em seu 35º aniversário no país, a CI-Brasil participou da primeira Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima realizada na Amazônia e ampliou o diálogo sobre conservação por meio de novas articulações e da comunicação.
Realizada em Belém, a COP30 colocou a Amazônia no centro das negociações globais sobre clima e marcou, para a CI-Brasil, a convergência de uma estratégia construída ao longo de cinco anos para alavancar as Soluções Baseadas na Natureza.
Durante a Conferência, a organização construiu espaços de debates com parceiros e participou de discussões sobre diferentes dimensões relacionadas à conservação da natureza, articulando atores-chave como governos, sociedade civil, academia, organismos multilaterais, fundações e empresas.
A COP30 também foi palco para o desenvolvimento e apresentação de iniciativas das agendas programáticas da CI-Brasil. Entre elas estão novas articulações para financiamento de florestas tropicais, uma parceria para ampliar a restauração no Xingu, acordos de cooperação com o estado do Pará e o município de Bragança e o lançamento das Primeiras Recomendações Nacionais de Salvaguardas para Projetos de Carbono Azul no Brasil.
eventos
parceiros conectados
mil visitantes em espaços co-organizados pela CI-Brasil
milhões de participantes online
Em 2025, quando a CI-Brasil completou 35 anos de atuação no país, a conservação também ganhou novas linguagens. A campanha Conservar é Nossa Arte nasceu para aproximar as Soluções Baseadas na Natureza de novos públicos e ampliar o diálogo sobre a relação entre pessoas e natureza por meio da cultura.
Com Gilberto Gil como principal porta-voz, a iniciativa teve como peça central o vídeo-manifesto “Esse Não É o Fim”, exibido durante sua turnê de despedida pelo Brasil. A campanha mobilizou 28 artistas e influenciadores em torno da relação entre criação e natureza e alcançou mais de dois milhões de visualizações.

Os resultados são frutos de uma ampla rede de parcerias. Ao longo dos cinco anos, a CI-Brasil trabalhou com centenas de organizações e pessoas, reunindo governos, empresas, instituições financeiras, organizações da sociedade civil, academia, povos indígenas e tradicionais, comunidades locais e uma série de financiadores e parceiros locais em prol da conservação da natureza.
Ao combinar diferentes conhecimentos, capacidades e recursos, essas parcerias permitiram articular esforços e ampliar o alcance das Soluções Baseadas na Natureza.

"As iniciativas da CI-Brasil com o BNDES, por meio do Restaura Amazônia e do Floresta para o Bem-estar, merecem destaque. Serão apoiados 25 projetos de restauração ecológica ou produtiva no Arco da Restauração, recuperando 5.400 hectares de floresta, em conjunto com pequenos agricultores, populações tradicionais e povos indígenas. A experiência da CI-Brasil no tema é um grande diferencial para o país alcançar suas metas ambientais e climáticas.”
Marcus Cardoso Santiago, Chefe do Departamento de Meio Ambiente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES)

“Empregamos a Integração Lavoura e Pecuária, o que trouxe menor pressão para abertura de novas áreas, conservando mais o bioma nativo, já que produzimos grãos e pasto na mesma área e época. As informações aportadas pela CI-Brasil foram fundamentais para ampliarmos a oferta de carne com um ciclo completo de cria, recria e engorda. E o melhor é que a cada rodada de visitas, obtemos novas ferramentas para melhorar ainda mais a nossa qualidade.”
Eduardo Archer, Gestor da Fazenda Archer Agropecuária, localizada no estado do Tocantins

“Meu prazer é ter essa Amazônia melhor do que ela ainda está. Ela voltar ao que era no passado, na fartura do que ela tinha, na biodiversidade que ela tem para oferecer... ainda quero ver essa Amazônia diferente.”
Cacique José Pancrácio, Membro da Comunidade Nova Esperança na RDS Puranga Conquista, Unidade de Conservação (UC) no estado do Amazonas

“É incrível como a língua é rodeada de afeto. Existem muitos poucos falantes da língua Yawalapiti e, embora eu fale com meus filhos na língua, as crianças nunca tinham ouvido nenhuma outra pessoa falar.”
Watatakalu Yawalapiti, bolsista, ativista e defensora da Amazônia reconhecida internacionalmente

“A Sustentamar surgiu a partir de um sonho do nosso grupo de mulheres. Sempre trabalhamos sem muita estrutura, em um negócio mais familiar. Conseguimos o sonho de ter a unidade de beneficiamento, para a melhoria da qualidade dos nossos produtos e para a melhoria da qualidade de vida das mulheres.”
Pedrina Rodrigues, marisqueira da cooperativa Sustentamar
O ciclo também mostrou que ampliar projetos não basta. Resultados duradouros dependem de organizações fortalecidas, políticas públicas, mecanismos financeiros, monitoramento, ciência e estratégias construídas de acordo com as realidades de cada território.
Também exigem respostas integradas. A crise climática e a crise da biodiversidade estão conectadas às formas de produzir, financiar, ocupar territórios e tomar decisões. Por isso, a estratégia 2026–2030 aprofunda a integração entre as áreas programáticas e reforça a visão territorial da atuação da CI-Brasil.
Três territórios vão concentrar os maiores esforços dessa abordagem integrada, tendo em vista sua potencial contribuição para compromissos nacionais e globais de combate à crise do clima e da biodiversidade.




Da restauração de florestas à conservação do oceano. Do fortalecimento de povos indígenas às novas formas de financiar e produzir com a natureza. Da ciência e inovação à implementação nos territórios.
Conheça os resultados que ajudam a mostrar como as Soluções Baseadas na Natureza podem ganhar escala para responder, agora, à crise climática e à crise da biodiversidade.
